fabio.bracht.blog.pessoal

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Às vezes eu ouço alguma música que me faz ter vontade de postar aqui.

  • Elliott Smith

    • 12 Feb 2012
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    Era domingo à noite, e, em algum quinto andar da cidade, ele deitava em sua cama, ouvindo Between The Bars, do Elliott Smith. Ele era feliz. Tinha uma vida tranquila, nenhum grande problema. Mas estava sozinho, e Elliott Smith tem o poder de amplificar solidões. Tudo que ele mais queria era alguém que pudesse ouvir Elliott Smith com ele, em silêncio a não ser pela música, dentro de um abraço confidente.

    Ela, no mesmo domingo à noite, na mesma cidade, ouvindo a mesma chuva pela janela, escovava os dentes. Nos ouvidos, os seus fones intra-auriculares tocavam Ballad of Big Nothing, do Elliott Smith. Era a música favorita dele – a dela era Between The Bars. 

    Em poucos instantes ela deitaria na sua cama de solteira e abraçaria o travesseiro, pensando em como gostaria de estar nos braços de alguém que sentisse a mesma reverberação no peito com a voz sussurrante do cantor americano.

    Enquanto isso, Elliott Smith estava em seu caixão. Ele se matou há anos, e estava assim alheio aos desejos e sonhos dessas duas pessoas que jamais chegariam a se encontrar. 
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  • Mitfahren

    • 6 Aug 2011
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    Vemp_0803_11_zmti_racing_corvette_z06autobahn

    Uma das minhas sensações favoritas é quando uma situação atual é ligeiramente parecida com uma situação passada, mas muito melhor. Estou falando de uma situação parecida só o suficiente para provocar a lembrança, e ver como as coisas avançam, melhoram, progridem.

    Escrevo isso sentado no assento direito da primeira fileira da parte de trás de uma daquelas vans com três lugares na frente e mais duas fileiras de três lugares atrás. O mesmo lugar que eu me lembro de preferir quando, há exatos dez anos, eu estava em uma van quase como esta, indo para a faculdade todas as noites.

    Apesar de saudosa, a "van da tia Sandra" era velha e caía aos proverbiais pedaços. Esta é vermelha, nova, forte, um modelo novo da Volkswagen. A porta daquela tremia e fazia barulho enquanto passava por esburacadas ruas de chão batido, enquanto esta corre a normais 120km por hora na famosa Autobahn alemã — a rodovia de asfalto perfeito que, em muitos trechos, deixa os Porsches e Mercedes de engenharia local transitarem sem limites de velocidade —, enquanto o único barulho inesperado que ouvi foi o Porsche azul conversível passando a prováveis 200km por hora. Aquela passava por bairros suspeitos e largos pedaços de terra improdutivos às margens de rodovias mal administradas; esta, passa ao lado de campos onde máquinas gigantes e multimilionárias trabalham na agricultura e majestosas turbinas de energia eólica giram alheias a qualquer jovem deslumbrado que passe em uma van vermelha e queira escrever sobre elas.

    Aos meus pés, tanto em 2001 quanto em 2011, uma mochila. Esta, porém, em vez de ser uma marca local qualquer, é uma Deuter, parte destacável de uma mochila de viagem maior que me custou o equivalente a 500 reais, pagos com o dinheiro do meu trabalho. Dentro dela, mapas de Barcelona e Madrid, uma passagem aérea de Lisboa a São Paulo para a minha volta no mês que vem, um iPad e um laptop que me permitem ganhar o dinheiro para pagar por estas coisas e experiências todas. (Alguns livros também, mas em vez de livros didáticos que queriam me ensinar uma profissão que acabei aprendendo sozinho, carrego comigo hoje "A Insustentável Leveza do Ser" e "Alta Fidelidade".)

    As pessoas que estavam comigo naquela van da década passada eram fascinantes como as que estão comigo agora, mas há uma diferença clara: aquelas, assim como eu, eram pessoas que estavam indo, estas são pessoas que estão voltando, com suas malas e vidas cheias de histórias.

    Talvez a coisa mais legal de se imaginar seja a reação que aquele eu teria se soubesse onde ele estaria dali a dez anos, e tudo o que passaria no caminho. Mesmo assim, o medo de ter chegado ao maior ponto em que eu jamais chegarei existe, por mais irracional que seja, e é por isso que eu me obrigo a eternizar em texto estes momentos em que fica clara a distância percorrida. Hoje eu tenho uma imagem bem mais específica do que jamais tive sobre que tipo de pessoa eu serei, e o que estarei fazendo, daqui a outros cinco ou dez anos — só não sei bem em que tipo de van eu estarei.

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  • Me ajude a pensar numa coisa

    • 21 Jun 2011
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    Subitamente, chegou o momento em que eu preciso decidir uma coisa que eu não achei que precisaria decidir. Estou pensando a respeito, mas convido você, amigo ou amiga que muito provavelmente tem mais juízo do que eu, a dar um pitaco e me ajudar a decidir.

    Trata-se de um direcionamento para as próximas semanas da minha viagem. Eu posso prosseguir de duas formas:

    FORMA A: Mais cidades (tipo umas 10), mas menos tempo em cada uma. 

    FORMA B: Menos cidades (tipo umas 4), mas conhecendo melhor cada uma.

    Agora explicando melhor.

    A Forma A é a que eu sempre pretendi seguir. Eu só vim pra cá por uma improvável combinação de fatores que pode ou não se repetir com muita frequência no futuro. Então eu realmente queria tratar essa viagem como algo único, conhecer tudo, ir zapt-zupt-zum-zum-zum pra lá e pra cá como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há. 

    Só que agora, sentindo na pele como são as coisas aqui (e olha que eu só estou aqui há uma semana), vejo que não é tão fácil e talvez não seja a melhor opção. Tudo na Europa é um pouquinho mais caro do que eu pensava. Não muito, só um pouquinho. Mas como é tudo, esses pouquinhos se juntam e dificultam as coisas. E um dos maiores pouquinhos diz respeito ao transporte entre uma cidade/país a outro. O tal do trem europeu, que todo mundo fala tão bem, custa 70 Euros de Lisboa a Madrid. E são duas cidades consideradas próximas (6 ou 7 horas de carro). Joga “70 Euros in BRL” no Google, amigo, e imagina fazer umas três viagens dessas por mês. Tá fácil pra ninguém não. 

    Mas também não é só o transporte, não. Só estou dando um exemplo. 

    Tem também a questão do tempo. Como eu trabalho enquanto estou aqui, gasto algumas preciosas horas do dia nesta tão nobre e importante ocupação (vou até ver se encontro uma caneca World’s Best Boss pro Pedro Burgos por aqui). Isso faz com que eu não possa fazer como os outros viajantes, que têm o dia inteiro para conhecer as cidades, portanto fazem isso com relativa rapidez. (“Pelo menos eu não precisei economizar cada centavinho por meses pra fazer essa viagem!”, é o que eu gosto de pensar quando sinto uma pontinha de inveja deles. :P)

    Então chegamos na Forma B, que me veio à mente hoje, quando descobri que vai ter um show do Fucking Foo Fighters aqui em Lisboa dia 7 de Julho, como parte do festival Optimus Prime Alive. Se eu quiser ir nesse show (e eu quero pra caralho), vou ter que ficar em Lisboa até quase o dia 10, o que dá mais ou menos três semanas. Na mesma cidade. Ir pra outra cidade e voltar talvez fosse uma opção, mas o preço das viagens, mais o preço do ingresso, ficaria quase proibitivo. 

    Aí eu comecei a pensar – ei, talvez não seja tão ruim ficar três semanas em Lisboa. Aqui é awesome. Eu não conheci metade do que há pra conhecer. Não fiz nenhum grande amigo novo local (talvez tenha feito dois agora há pouco, na real). Ainda tem mito caldo nessa cidade. Eu bem que poderia ficar e fazer a coisa direito, né? Conhecer de verdade. Aí ir no show do Foo Fighters, depois seguir pra UMA cidade da Espanha, em vez de duas ou três como eu queria antes. E ficar lá também umas duas ou três semanas, conhecendo tudo com calma, tendo aí alguns fins de semana para tal. 

    Financeiramente, faz sentido. Se eu separar menos budget para deslocamentos, tenho mais dinheiro para efetivamente gastar nas cidades em que eu visitar. Não vou precisar ficar contanto tanto as moedinhas como tenho feito. 

    Isso vai de encontro também com o fato de que algumas das cidades mais badaladas (tipo Paris e... bem, Paris) são bem mais caras do que eu imaginava nesta época do ano, e já estou pensando em não ir pra elas de qualquer jeito, me concentrando nas menos mainstream, como bom hipster que dizem que eu sou. 

    O lado ruim é óbvio, verdadeiro, e pesa: vou conhecer menos cidades. Vou ganhar menos pins no Gowalla (você ganha um novo a cada região diferente onde faz check-in). Vou ter menos experiências no total. Vou viajar, de fato, menos. Se eu acabar podendo fazer uma outra viagem dessas em breve, isso pode acabar não sendo um problema, mas não gosto de contar com isso, então... sei lá.

    Me ajude a decidir.

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  • E a viagem já começou antes de começar

    • 14 Jun 2011
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    14 de junho de 2011, Campinas, Brasil.

    Campinas?

    Pois é. 

    Apesar de ter comprado a passagem para Lisboa há mais de um mês, por algum motivo eu tinha certeza que o aeroporto de partida seria o GRU, Guarulhos, como sempre. Eu sempre voo a partir de Guarulhos. Quando procurei a passagem no SkyScanner.com, mandei procurar com saída de qualquer aeroporto de São Paulo. Parece que, para o SkyScanner, Campinas está dentro de SP.

    Quando fui imprimir hoje o email comprovante da passagem, descobri que o voo saía do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Faltando menos de 10 horas pra decolagem. A quantidade de vezes que eu gritei impropérios hoje foi bastante elevada. 

    O que era pra ser um ônibus de uma hora, custando R$ 30, acabou se transformando em uma dessas duas opções: A) Alugar um carro com GPS por R$ 250 e ter que ir dirigindo, nervoso, por uma rodovia movimentada, sem saber o caminho, ou B) pegar um Táxi que eu consegui chorar para R$ 270 e ir mais tranquilo. Acabei tomando esse segundo caminho, e assim a viagem já começou com um puta gasto não programado, antes mesmo de eu chegar ao meu destino inicial.

    Ê laiá, vai ser divertido.  
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  • Desafio das 30 músicas, dia 03: uma que me deixa feliz

    • 11 May 2011
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    Ah, era pra ser um post por dia nesse negócio? Malz aê, não deu. :P Mas vamos que vamos!

    Hoje é dia postar uma música que me deixa feliz. Ora, são tantas. Difícil é escolher só uma. Que tal essa? 

    Half Crazy, da Jukebox The Ghost

    Jukebox The Ghost é uma banda americana de Washington que eu conheci esse ano, graças ao TheSixtyOne. Quase todas as músicas deles são ensolaradas e felizes, mas essa leva o troféu. A guitarra estupidamente simples, o tecladinho divertido ao fundo, o jeito do vocalista cantar... não tem como essa música cair no Shuffle do iTunes e eu não parar o que estiver fazendo pra cantar junto. Eu sou Meio Louco por essa música.

    [Este post faz parte de uma brincadeira bacana que está rolando no Facebook, a 30 Day Song Challenge. É algo bem simples: segundo estas regras, você posta uma música por dia. Como música é o meu assunto favorito, especialmente neste blog, e como os status updates do Facebook têm limites de caracteres, resolvi trazer a brincadeira pra cá em paralelo. Vou chamar de Desafio das 30 Músicas, e reunir todas nesta tag. Que tal aproveitar para assinar esse blog e receber os futuros posts?]
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  • Os próximos 30 dias serão interessantes

    • 2 May 2011
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    Tape-measure

    Pela primeira vez na vida, comecei uma dieta. Hardcore. 

    Em resumo, não posso comer nenhum carboidrato que seja ou possa ser branco (arroz, pão, macarrão etc – estou em dúvida quanto a batata). Nenhuma caloria líquida (refri, cerveja, leite de qualquer espécie). Minhas refeições serão compostas de carne – magra, de preferência –, feijão, ovos, saladas, legumes e um vinhozinho tinto à noite. E muito chimarrão, já que é um chá que não leva açúcar, e isso é perfeito nesse contexto. Ser gaúcho mostrou-se uma pequena vantagem. :P

    A dieta foi tirada do livro The 4-Hour Body, que é bem interessante. (Só não assista ao vídeo pedante que tem no site.) O autor, Tim Ferris, é um louco por otimização, então ele supostamente passou quase 10 anos testando diversas técnicas novas para atingir vários resultados diferentes, de perda de peso a ganho de massa muscular, passando por diminuição de período necessário de sono. O livro é cheio de propostas malucas, inclusive nessa dieta que eu adotei: está proibido comer frutas ou tomar suco – as únicas exceções são um pouco de limão na salada e, não me pergunte por que, abacate. 

    Outra bizarrice é que a dieta dura um mês, a princípio (posso continuar, se eu quiser), mas só vale por seis dias da semana. Todo sábado eu estou liberado (e, pela explicação do livro, sou até ENCORAJADO) a comer desenfreadamente, ogramente, tudo que eu quiser, sem a menor preocupação na cabeça. Segundo Ferris, isso ajuda os outros seis dias a fazerem mais efeito. Bora ver se vai dar certo.

    Já tirei as minhas minhas medidas totais. Vamos ver quantos centímetros eu consigo cortar em um mês. Chega dessa barriga.
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  • Desafio das 30 Músicas, Dia 02: A música que eu mais odeio

    • 23 Apr 2011
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    Hoje é dia de postar a música que eu mais odeio, e ela é...

    Psycho Killer, da Talking Heads

    Tipo, não tem nenhuma música que eu REALMENTE ODEIE, mas tenho um certo asco a essa aqui. O estranho é que é inexplicável. Não sei dizer por que não gosto, só sei que não gosto nem um pouco. E conheço uma galera que gosta. Talvez seja simplesmente o cheiro de mofo. Tem muito pouca coisa que fez sucesso antes dos anos 90 que eu goste. 

    De qualquer forma, tá aí. Odeio Psycho Killer. FA-FA-FA-FA-FA-FA-FA-FA-FA MY ASS.

    [Este post faz parte de uma brincadeira bacana que está rolando no Facebook, a 30 Day Song Challenge. É algo bem simples: segundo estas regras, você posta uma música por dia. Como música é o meu assunto favorito, especialmente neste blog, e como os status updates do Facebook têm limites de caracteres, resolvi trazer a brincadeira pra cá em paralelo. Vou chamar de Desafio das 30 Músicas, e reunir todas nesta tag.]

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  • Desafio das 30 Músicas, Dia 01: Minha música favorita

    • 23 Apr 2011
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    [No Facebook está rolando uma brincadeira bacana, o 30 Day Song Challenge. É algo bem simples: segundo estas regras, você posta uma música por dia lá. Como música é o meu assunto favorito, especialmente neste blog, e como os status updates do Facebook têm limites de caracteres, resolvi trazer a brincadeira pra cá em paralelo. Vou chamar de Desafio das 30 Músicas, e reunir todas nesta tag.] 

    No primeiro dia, deve-se postar a minha música favorita. E ela é...
    Everlong by Foo Fighters
    (download)
    Click here to download:
    11 Everlong.mp3 (5.86 MB)
    Everlong, do Foo Fighters

    Não tem jeito. Vai ser sempre essa. Consigo pensar em outras praticamente tão fodas ou tão importantes quanto essa música, pra mim, mas nenhuma chega tão longe. Por muito eu considerei uma ou duas músicas do Weezer como "empates técnicos" com Everlong, mas o meu interesse e admiração pela banda do Rivers Cuomo foram enfraquecendo com o tempo, enquanto Dave Grohl segue sendo o meu ídolo máximo no mundo da música – recentemente rivalizado por Jack White, que é praticamente tão foda quanto. 

    Everlong é toda perfeita. É poética e sensível, com uma letra de doer o coração de tão linda, mas nem por isso deixa de lado o peso e a distorção, a intensidade e a força bruta. Ela é uma música mais honesta do que muita gente jamais conseguirá ser. Ela é imperativa. "Breathe out, so I can breathe you in". [No Facebook]
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  • Grande venda de games, livros, coisas, chapéus, sapatos e roupas usadas do Fabio!

    • 27 Mar 2011
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    For-sale

    Amigos e amigas, tenho planos.

    Para poder realizar estes planos, preciso juntar uma grana. E para juntar essa grana, um dos recursos é pegar tudo que eu tenho jogado aqui em casa e pensar em vender. As coisas supérfluas, claro. Não vou vender a minha geladeira (a não ser que você pague particularmente bem e aceite limpá-la quando receber, porque tá feia a coisa aqui).

    Então tirei um tempinho neste domingo e fiz uma listona de tudo que eu quero trocar por dinheiro.

    Se algo aí te interessar minimamente, entre em contato! Meu email é fabiobracht arroba gmail ponto com. Ou comente aqui mesmo, lá em baixo.

    E lembre-se: você não estará apenas adquirindo um bem, a sua grana estará ajudando a patrocinar a realização de algo FODA na minha vida. Algo que vai mudar tudo. Serei muito grato, e obviamente contarei tudo por aqui. Mas apenas se a coisa der certo, claro.

    (PS.: Realmente não acho que seja o caso, mas se houver alguém por aí louco(a) o suficiente para querer me ajudar mesmo sem comprar nada, aceito doações por PayPal ou whatever.)

    Atualização importante sobre entregas: lá em baixo.

    *     *     *

    Parte um: coisas!

    Camera

    Máquina fotográfica Samsung ST55 - R$ 450

    12.2 Mega Pixels.
    Zoom óptico 4.6X.
    Totalmente operada por uma enorme touch screen traseira.
    Exclusiva mini-tela frontal, pra tirar fotos de si mesmo e colocar no Orkut!

     

    Ipod

    iPod Nano - R$ 299

    Quarta geração.
    Vermelho.
    8GB.
    Perfeito estado (talvez apenas com alguns arranhões mínimos se você for do tipo que repara bastante nisso).
    Vem na caixa original. 

     

    [Foto em breve, ele não está comigo]

    Violão iniciante Giannini - R$ 99

    Cordas de nylon.
    Foi meu primeiro violão, por isso está bem velhinho. 
    Está coberto de adesivos toscos, mas isso dá pra tirar. 

     

    Violaonovo

    Violão Ashland (by Crafter) - R$ 600

    Praticamente novo (foi usado por três meses, ainda está com o primeiro encordoamento).
    Cordas de aço.
    Elétrico.
    Afinador super prático no próprio instrumento.
    Cavado (dá para alcançar com facilidade todas as 21 casas).
    Perfeito estado, sem nenhum adesivo ou nada parecido.

     

    Parte dois: Livros!

    Está afim de ler alguma coisa nova, mas não sabe o quê, nem quer pagar muito? Quem sabe eu tenha algo que te interesse. :)

     

    Livro-hp

    Coleção Harry Potter - R$ 90 

    Todos os 7 livros em ótimo estado. 

     

    Livro-starcraft

    Quadrinhos do Starcraft - R$ 30

    História completa em três volumes. Interessante para os fãs da série. Comprei e nem li, então não sei se é bom. Estão no plástico em que vieram da loja.

     

    Livro-onepiece

    Coleção One Piece (1 a 36) - R$ 100

    Esses 36 volumes dão uma bela noção da história desse que é um dos mangás mais queridos do mundo. Eu mesmo já os li umas duas ou três vezes, e sempre quis comprar os volumes subsequentes para continuar a história, mas não vai ser dessa vez.

    Por esse valor, cada edição sai por pouco menos de R$3. Se alguém souber os preços praticados nas AnimeFriends da vida, me dê um toque, mas acredito que seja maior do que esse.

     

    Livro-guiagta4

    Guia Grand Theft Auto IV em português (BradyGames/Europa) - R$ 20

    No site da Editora Europa sai por R$ 30. 

    Um livro bonitão com o mais completo "detonado" para o GTA IV, incluindo todos os malditos pombos e aquelas porras todas que ninguém se digna a fazer. É mais pros fãs do jogo terem e exibirem na estante, mesmo. 

     

    Livro-guialbp2

    Guia LittleBigPlanet importado (BradyGames) - R$ 40

    Tipo o do GTA IV, mas bem mais bacana porque (1) é importado e (2) o jogo é mesmo muito mais bacana e muito mais digno de um guia. Fiz questão de importar porque sou fã do jogo, mas estou praticando o desprendimento. Vem com um pôster bacaninha. (Favor prestar atenção: é do LBP 1, ok? Não é do 2. Mas muita coisa do modo de criação ainda serve, e permanece um item de colecionador bem bacana pra você aí que diz que gosta tanto de games.)

     

    Livro-100melhoresjogos

    100 Melhores Jogos (EDGE/Europa) - R$ 50

    Esse dá uma dó de vender, amigos. Mas foda-se, EVERYTHING MUST GO.

    Pra quem não conhece, é um livrão com a lista dos 100 melhores jogos da história até alguns anos atrás, escolhidos pela crítica especializada (mas por algum motivo me chamaram para ajudar na votação). As artes são do caralho, o livro é foda, e no site da Europa tá por R$ 70. 

     

    Livro-dojogadordungeonsdragons4

    Livro do Jogador Dungeons & Dragons - R$ 50

    Sim, amigos, eu já tentei jogar RPG nessa vida. Não deu certo. O grupo era legal, mas muito grande (tinha umas 14 pessoas em algum ponto), e depois não rolou de fazer outro. Ainda acho deveras interessante, mas se um dia for jogar de novo eu compro outro livro. 

     

    Parte 3a: Um console e um jogaço!

    Playstation3

    Console PlayStation 3 completo - R$ 1,200
    Praticamente novo, modelo 320GB, inclui PlayStation Move, câmera PS Eye, um controle extra, cabo HDMI e Sports Champions + LittleBigPlanet 2

    Não queria vender um console, mas jogo tão pouco (e em breve, se tudo der certo, jogarei menos ainda) que a grana tá me valendo mais a pena. Só não vendo também o Xbox 360 e o Wii pela quantidade de jogos que tenho. Como o PS3 é o mais novo e eu meio que só comprei LittleBigPlanet 2 para ele, vai para a faca. 

    Tá novinho, com 3 meses de uso, nunca deu problema. Vem na caixa original e tudo mais.

    Se você está achando caro, procure no MercadoLivre pelo meu modelo. O meu está mais barato que os de lá, sendo que os de lá não vêm com o controle extra (essencial) e o LittleBigPlanet 2 (um grande jogo que você pode trocar ou vender se não quiser).  

     

    Rockband

    Rock Band 2 Completo (todos os instrumentos) - R$ 500
    Guitarra + Bateria + Microfone + Jogo 

    Ainda não tem a experiência de jogo musical com banda inteira na sua sala? Demorou. Estou vendendo o kit completo. 

    O disco do jogo vem na caixinha original, mas a caixa dos instrumentos era muito grande e tive que me desfazer dela. 

    A bateria está com um pouco de mau contato, mas só é perceptível nas dificuldades maiores e nas músicas mais difíceis. De qualquer forma, deve ser super simples de consertar para qualquer um que não se intimide a abrir o negócio e dar uma limpada nos contatos. O resto está em perfeito estado. 

     

    Parte 3b: Jogos individuais!

    Jogar é o que há, e se você me conhece, a chance é grande que gosta também. Logo, quero ver os itens dessa seção venderem rapidão!

    Listo abaixo sem descrições, porque assumo que todo mundo já conhece os jogos. Caso contrário, é só procurar o nome no YouTube para ver como é, ou no Metacritic para saber se o jogo foi bem avaliado.

     

    Nintendo DS

    Jogo-ds-animalcrossing

    Animal Crossing Wild World (R$ 60)

     

    PC

    Jogo-pc

    Burnout Paradise Ultimate Box (R$ 60)

    Lost Planet Extreme Condition Colonies Edition (R$ 50)

    Need For Speed Shift (R$ 40)

    Tom Clancy's ENDWAR (R$ 40)

    Spore Edição Galáctica (R$ 99 - Um pouco mais caro porque é a Edição Galática, com artbook, DVD de Making Of e uma caixa bonitona dupla para enfeitar a sua estante.)

     

    Xbox 360

    Jogo-360

    Dead Rising (Platinum Hits) (R$ 70)

    SoulCalibur IV (R$ 70)

    The Orange Box (R$ 50 - Pechincha pra quem ainda não jogou os Half-Lifes e o Portal, hein?)

    Ninja Gaiden II (R$ 70)

    Assassin's Creed II (R$ 80)

    Lips (R$ 100 - Vem com dois microfones sem fio que podem ser usados no Rock Band 3 ou Beatles)

    Gears of War II (R$ 50)

    Grand Theft Auto IV (R$ 70)

    Too Human (R$ 1,99 - Leva, vai…)

     

    Wii

    Jogo-wii

    Wii Fit + Balance Board (R$ 199 - A Balance Board pode ser usada para outros jogos compatíveis.)

    Excite Truck (R$ 50)

    Pro Evolution Soccer 2008 (R$ 50)

    The Legend of Zelda: Twilight Princess (R$ 90)

    Sonic and the Secret Rings (R$ 60)

     

    GameCube

    Jogo-metroidprime

    Metroid Prime (R$ 150 - Funciona no seu Wii. É clássico. É raro. E está autografado pelo Tommy Tallarico, se isso vale de algo.)

     

    Parte 4: Chapéus, sapatos e roupas usadas!

    Madruga

    Fala com o Madruga aí. =D

    *     *     *

    Então já sabe! Se interessar por qualquer coisa, me manda um email (fabiobracht arroba gmail ponto com), ou comente aqui em caso de dúvida! =)

    Como a gente faz com entrega?

    Esqueci de especificar isso, e é sempre a prmeira coisa que perguntam, então explico aqui para não ter que explicar para cada um:

    • Se você mora em SP: a gente combina um lugar pra fazer entrega em mãos. Eu prefiro mil vezes. Pode ser em estação de metrô ou aqui na região da Paulista/Jardins. Nessa segunda opção, podemos até bater um papo, comer alguma coisa etc. :)
    • Se você mora longe de SP: aí você escolhe o tipo de envio, já que é, como sempre, por conta do comprador. É possível saber de antemão quanto o frete vai sair usando esta página do site dos correios - o meu CEP é 01331-020. Por mim, eu preferiria mandar tudo por Sedex a Cobrar, que é um stress a menos (em vez de você me pagar o valor do produto mais o do frete e eu pagar o frete pros correios, você me paga o valor do produto e paga o envio na hora que for receber), mas a escolha é 100% sua. 

    Tudo esclarecido? :)

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  • Checkpoint

    • 10 Mar 2011
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    Hoje reencontrei uma velha amiga, de quem tinha me esquecido e a quem nunca dei o devido valor. Ela se chama Say You Miss Me, e é uma música do Wilco.

    10_Say_You_Miss_Me.mp3
    (download)
    Click here to download:
    10_Say_You_Miss_Me.mp3 (5.68 MB)

    Volta algumas semanas.

    Chegando em casa depois de um encontro mal sucedido com uma menina linda que eu achei que teria muito potencial, eu, triste, cometi o deslize de ir mimimizar no Twitter. Mas diz o ditado que há males que vêm para o bem, e o que eu digo é que esse veio mesmo, já que graças a isso uma pessoa-chave entrou na minha vida. Inicialmente ela veio me consolar (o que fez com maestria), mas logo ela se tornaria uma amiga incrível e inadvertidamente me apresentaria a um dos melhores grupos de pessoas que eu conheci em um bom tempo.

    Avança alguns dias.

    Com eles eu já perdi o preconceito contra boteco com mesinha de rua na Paulista, já tive conversas sobre sonhos lúcidos em meio a filmes suecos, já fui atrás de bloco de Maracatu (!), já joguei VVVVVV em uma TV de 52" e já debati em inglês sobre o problema da educação no Brasil enquanto mais da metade da mesa estava em estado alterado de consciência. E agora estamos planejando uma escapada para observar estrelas em algum lugar afastado das luzes da capital. Tudo isso em poucos dias.

    Algumas dessas coisas foram feitas hoje mesmo, e eu estou nesse momento me preparando para dormir na sala de TV de uma dessas pessoas, enquanto fuço na biblioteca do iTunes alheia. Ao reencontrar Say You Miss Me, uma linda música esquecida no meu passado não tão distante, não consigo não enxergar nela uma espécie de checkpoint. Não consigo não pensar em quem eu era e onde eu estava da última vez que ouvi essa guitarrinha tão doce, muito menos deixar de comparar com o meu momento atual.

    A conclusão é a única possível: estou onde deveria estar.

    Avança alguns dias, meses, anos.

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    Gamer, tradutor, aprendiz de baterista, editor do www.continue.com.br, redator do www.gizmodo.com.br. Às vezes ouço alguma música que me dá vontade de postar aqui.

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